Foto: Aleac
Eleito presidente do Parlamento Amazônico para o biênio 2026-2027, o deputado Afonso Fernandes assumiu o cargo com um discurso centrado em infraestrutura e integração regional. Ao destacar que a Amazônia reúne 259 deputados estaduais, 99 federais e 27 senadores — um terço do Senado da República — o parlamentar defendeu que a força numérica precisa se converter em unidade política real.
Afonso afirmou que sua prioridade é enfrentar o que chamou de “problema crônico” da BR-364. Segundo ele, não há como discutir desenvolvimento econômico no Acre enquanto persistirem os gargalos que isolam regiões estratégicas como Tarauacá e Cruzeiro do Sul. O deputado classificou a situação como uma pendência histórica que exige transição “do discurso para a prática”.
Além da malha terrestre, o novo presidente do Parlamento apontou o alto custo das passagens aéreas e a precariedade da conectividade regional como entraves graves. Ele citou o exemplo de parlamentares que levam quase um dia inteiro em deslocamento para chegar ao Acre, ilustrando o que considera um paradoxo logístico dentro da própria Amazônia.
A estratégia anunciada por Afonso é construir uma agenda comum entre os estados, priorizando pautas que impactem diretamente a vida da população. O foco declarado é garantir o direito constitucional de ir e vir, transformando infraestrutura em eixo central do debate amazônico. A presidência acreana, nesse contexto, pretende reposicionar o Parlamento como instrumento de pressão articulada e permanente.
