Foto: Sérgio Vale
O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), em pronunciamento na sessão de terça-feira, 11, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), pontuou sobre o uso de cargos comissionados como instrumento de pressão e retaliação política no Estado. Segundo o parlamentar, o governo tem transformado funções públicas em moeda de troca para garantir apoio político, e qualquer gesto de autonomia é punido com exonerações.
A fala teve como ponto de partida a recente demissão de um servidor do município de Feijó, marido do prefeito daquela cidade, após a participação do gestor em um ato de filiação partidária do Republicanos. “Você pega o esposo do prefeito que foi para a convenção do seu partido, e o governo retalia com exoneração. Isso mostra que o Estado está usando cargos de confiança para cooptar, amarrar e oprimir politicamente”, afirmou.
Magalhães classificou o episódio como “um retrato da velha política” e disse que o governo age com pressa e arrogância diante de qualquer sinal de independência. “Quando quem tem muita força reage de forma apressada, feito Golias querendo dar um peteleco em Davi, é porque há algo errado no movimento da política”, ironizou o deputado.
O parlamentar também fez um paralelo entre o inchaço da máquina e a ausência de políticas concretas de valorização do funcionalismo. “Cria-se cargo para amarrar aliados e exoneram-se adversários, mas o que não se faz é economizar para atender as categorias que lotam as galerias desta Casa com reivindicações justas”, declarou.
