Depois do café, o cacau: Acre aposta em nova frente produtiva com potencial global

Foto: Internet

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O sucesso do café abriu caminho para uma nova aposta da agricultura acreana: o cacau.

Com o mesmo modelo de gestão participativa e técnica que consolidou o Robusta Amazônico, o governo do estado prepara as bases para transformar o cacau em um dos principais produtos da agricultura familiar nos próximos anos.

O secretário de Estado de Agricultura, José Luis Tchê, explica que a ideia é replicar as lições aprendidas com o café — integração entre produtores, técnicos e instituições de pesquisa — e aplicar no cultivo do cacau.

“O Acre tem potencial enorme. O cacau pode seguir o mesmo caminho do café, com qualidade e valor agregado. Já estamos discutindo o tema no Ministério da Agricultura e planejando a expansão da cultura de forma sustentável”, afirmou.

O clima, a fertilidade natural do solo e a experiência dos produtores com sistemas agroflorestais tornam o Acre especialmente favorável ao cultivo do cacau.
O governo aposta em parcerias com universidades, cooperativas e órgãos de pesquisa para impulsionar o mapeamento das áreas produtivas, investir em análises de solo e garantir o acesso a mudas de alta produtividade.

Além de gerar renda, a cultura do cacau tem papel estratégico na recuperação de áreas degradadas e na integração lavoura-floresta, modelo que alia produção com preservação da biodiversidade amazônica.
A expectativa é que, nos próximos anos, o Acre amplie a produção local e conquiste espaço no mercado nacional e internacional de cacau fino, categoria de maior valor agregado.

“O café mostrou que o Acre sabe fazer. Agora, o cacau será a próxima história de sucesso da nossa agricultura”, concluiu Tchê.

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