Nome recorrente em listas de feats, Luedji Luna lança álbum acústico com seis músicas inéditas
Pedro Napolinario / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Agendado por Diogo Nogueira para 20 de junho no Parque Madureira, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro (RJ), o registro do show “Infinito samba” terá participação especial de Luedji Luna. A presença da cantora e compositora baiana no time de convidados da gravação ao vivo do sambista carioca chama atenção pela recorrência do nome de Luedji em listas recentes de feats.
De Anitta – que divide com a artista o canto da música “Bemba” no álbum “Equilibrium”, lançado em abril – a Diogo Nogueira, parece que todos querem fazer feat com Luedji Luna.
Somente na semana passada foram lançados dois álbuns em que Luedji faz participação. No segundo álbum de estúdio de Melly, “Mais forte que a dúvida”, apresentado em 28 de maio, o encontro das cantoras acontece na faixa “Amanhã”. No mesmo dia 28 de maio, o cantor e compositor baiano Pedro Emílio lançou o álbum “Vende-se lembrança” com feat com Luedji Luna na música “Reticente”.
Sem falar que, em 2025, o nome da cantora apareceu como intérprete convidada em álbuns de BK (“Diamantes, lágrimas e rostos para esquecer”, na faixa “Abaixo das nuvens”) e Rael (“Onda”, na faixa “Meu iô iô”).
É interessante essa recorrência de feats com Luedji Luna – intensificada neste primeiro semestre de 2026, mas, a rigor, já perceptível nos últimos cinco anos – porque o trabalho da artista é pautado pela sofisticação, evidenciada nos álbuns “Um mar pra cada um” (2025) e “Antes que a terra acabe” (2025), lançados com intervalo de um mês entre maio e junho do ano passado.
Normalmente, os artistas mais requisitados para feats são cantores de grande popularidade, como Anitta e Ney Matogrosso, este generoso ao extremo com todos que batem à porta de Ney em busca de um feat.
No caso de Luedji Luna, artista (re)conhecida em nichos prestigiados do mercado mas distante do som banalizado do mainstream, é como se a participação da cantora representasse uma grife para o álbum do artista que convida a cantora para um feat. Em contrapartida, Luedji amplifica a visibilidade ao fazer feats com cantores populares como Anitta e Diogo Nogueira.
E o fato é que Luedji Luna segue em ascensão no universo pop brasileiro. A cantora e compositora acaba de lançar em 25 de maio – dia em que completou 39 anos – o álbum “Acústico Luedji Luna” com seis músicas inéditas (incluindo “Ela é o que há” e “Gris”, parcerias com Jadsa e Josyara, respectivamente, além de “Detalhe”, “Encruzilhada”, “Poesia pouca” e “Rotação”) entre seis regravações da própria discografia da artista, que terá música gravada no álbum que a cantora Paula Lima prepara para 2027.
Como cantora e/ou compositora, todos querem Luedji Luna. Resta torcer para esse salutar movimento em torno da artista não seja nuvem passageira, como tantos outros do volátil mercado de música.
