Críticas ao subsídio: Eber Machado questiona destino de R$ 10 milhões no transporte coletivo

Foto: Assessoria

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A Câmara Municipal de Rio Branco voltou a ser palco de duras críticas ao projeto de subsídio ao transporte coletivo apresentado pela prefeitura. O vereador Eber Machado (MDB) elevou o tom ao apontar suspeitas de favorecimento e exigir transparência na destinação dos recursos.

Com estudantes universitários acompanhando o debate das galerias, Machado afirmou que o Executivo tem “sucateado a população” ao manter um modelo de operação que, segundo ele, beneficia empresas sem estrutura própria. “Estamos diante de uma empresa que chegou sem ônibus e agora recebe R$ 67 milhões para comprar veículos bancados com dinheiro público. Quem paga essa conta é a população”, disse.

O parlamentar também criticou a retirada do Conselho Tarifário das discussões e o que considera um esvaziamento da participação popular. Para ele, a Câmara foi colocada como responsável por uma decisão que deveria ter passado por debate mais amplo. “É um processo conduzido de forma equivocada, que exclui justamente quem mais depende do transporte”, afirmou.

Outro ponto levantado por Machado foi o impacto financeiro apresentado pela empresa, que pede R$ 13 milhões adicionais. O vereador calcula que apenas cerca de R$ 3 milhões seriam destinados a reajustes salariais dos trabalhadores, mas o destino dos outros R$ 10 milhões não foi esclarecido.

“Se o subsídio for para melhorar o salário dos funcionários e garantir transporte digno, os estudantes apoiarão. Mas o prefeito precisa ter coragem de dizer para onde vai o restante desse dinheiro”, provocou.

Por fim, Machado anunciou que pretende recorrer à Justiça caso a proposta seja aprovada. “Se passar nesses termos, será um atropelo contra a população. E vou entrar com um mandado de segurança para barrar essa medida”, declarou.

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