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O bolso do acreano sentiu um novo “puxão” no preço da carne bovina neste início de ano. Um levantamento do PET Economia, da Universidade Federal do Acre (UFAC), aponta que a maioria dos cortes monitorados ficou mais cara em Rio Branco e Assis Brasil, em comparação com o mesmo período do mês anterior. A rodada considerou dados coletados entre 8 e 13 de janeiro de 2026 em açougues e supermercados, e reforça um cenário de alta predominante, embora com comportamento diferente entre os cortes.
O maior salto apareceu justamente em itens populares, de compra recorrente. O acém liderou a alta, com avanço de +14,68%, seguido do contra filé (+11,87%) e do filé (+3,90%). Também subiram fraldinha (+3,42%) e patinho (+2,70%), além de variações menores em cortes como alcatra, agulha, coxão duro e coxão mole. Na outra ponta, algumas reduções foram registradas, como ovos (30 unidades) (-4,38%), picanha (-0,67%) e pá com osso (-0,75%), com quedas pontuais ainda em itens como fígado e músculo.
A pesquisa também evidencia uma diferença importante entre comprar no açougue e no supermercado — e, em vários casos, essa distância é grande. A picanha aparece como exemplo mais claro: média de R$ 63,44 no açougue contra R$ 78,58 no supermercado. O mesmo padrão se repete em cortes como filé (R$ 64,21 no açougue; R$ 76,25 no supermercado), coxão mole (R$ 35,14; R$ 42,08) e coxão duro (R$ 29,59; R$ 37,09). Em outros itens, a diferença é menor, mas continua presente: agulha (R$ 21,88; R$ 22,29), músculo (R$ 27,35; R$ 28,97) e contra filé (R$ 41,57; R$ 42,97).
Outro dado que chama atenção é a variação do preço médio por estabelecimento em Rio Branco, mostrando que o consumidor pode pagar bem mais — ou bem menos — dependendo de onde compra. No mapa divulgado pelo PET Economia/UFAC, os valores destacados vão de R$ 28,42 (menor registro) a R$ 46,08 (maior registro), sinalizando um mercado com grande dispersão e espaço para pesquisa antes de fechar a compra.
Na análise do grupo, o movimento observado combina o ajuste típico do pós-festas com fatores como recomposição de estoques, custos logísticos ainda elevados e normalização da demanda após o pico de fim de ano. O boletim ressalta que, apesar do predomínio de alta, não há indicação de aceleração inflacionária relevante no curto prazo — mas os cortes mais consumidos seguem mais sensíveis a oscilações de custo e oferta, o que mantém a pressão sobre a mesa das famílias.
