Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo federal vai anunciar, durante a COP30 em Belém, um investimento de R$ 112 milhões voltado às cadeias produtivas sustentáveis. A iniciativa, chamada “COP Mais Produtiva”, pretende fortalecer setores que unem conservação ambiental e geração de renda, especialmente em regiões que vivem da sociobiodiversidade amazônica.
Segundo a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Júlia Cruz, o programa terá R$ 105 milhões do Fundo Amazônia e R$ 7 milhões do Sebrae. “A proposta é integrar as diversas pontas da bioindustrialização no Brasil, conectando pequenos produtores, cooperativas e empreendimentos locais a mercados mais amplos, com produtos que carregam valor ambiental e social”, explicou.
O programa busca ampliar o alcance de produtos tradicionais da floresta, como açaí, castanha, óleos vegetais e borracha, valorizando o trabalho de famílias extrativistas e comunidades indígenas e ribeirinhas. A ideia é agregar valor, fortalecer a demanda e estimular a inovação nas cadeias produtivas que já fazem parte da vida amazônica há gerações.
Para estados como o Acre, o anúncio representa mais que um incentivo financeiro: é uma oportunidade de consolidar um modelo de desenvolvimento sustentável que respeita o território, gera renda e mantém a floresta em pé. Iniciativas locais, como a produção de castanha, mel, borracha e café agroflorestal, podem se beneficiar diretamente do programa.
A expectativa é que os recursos ajudem a criar novos polos de bioindústria na Amazônia, impulsionando o empreendedorismo rural e o protagonismo das comunidades que vivem da floresta — de forma justa, produtiva e sustentável.
