Cooperativismo amplia participação de jovens e mulheres para fortalecer o futuro do setor

Foto: Correio online

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A sustentabilidade do cooperativismo no Acre não depende apenas de crédito ou mercado, mas da capacidade de garantir sucessão geracional e inclusão real. A avaliação é de Valdemiro Rocha, que aponta a juventude e as mulheres como peças centrais para a continuidade do modelo cooperativista.

“No campo, a sucessão não acontece se apenas uma pessoa da família participa da cooperativa. As decisões impactam todos”, afirmou. Segundo ele, a ausência de jovens nas estruturas produtivas é um risco concreto, especialmente em regiões onde a atividade rural sustenta a economia local.

Para enfrentar o problema, a OCB tem estruturado programas voltados à formação de jovens e ao fortalecimento da participação feminina. A proposta inclui mudanças estatutárias para permitir que cotas já integralizadas contemplem mais membros da mesma família, reduzindo custos e facilitando o ingresso de novos cooperados.

A educação cooperativista é apontada como base desse processo. “Não basta ter CNPJ. É preciso compreender direitos, deveres e a filosofia do cooperativismo”, disse Valdemiro. Para ele, garantir identidade cooperativista é o que permitirá ao setor atravessar as próximas décadas com relevância econômica e social.

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