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O crescimento das cooperativas de trabalho no Acre expôs um conflito que vai além da concorrência de mercado. À medida que essas organizações passaram a entregar serviços com eficiência e melhores condições de trabalho, também se tornaram alvo de disputas judiciais e pressões econômicas de empresas privadas tradicionais.
Valdemiro Rocha afirma que o embate não é casual. “Se pudessem acabar com as cooperativas de trabalho, acabariam”, declarou. Segundo ele, a estratégia tem sido tentar excluir cooperativas de processos públicos por meio de ações judiciais e denúncias recorrentes.
O incômodo, segundo o dirigente, nasce da competitividade do modelo cooperativista. “Onde as cooperativas atuam, gestores relatam preferência pela qualidade dos serviços e pelo ambiente de trabalho mais saudável”, disse. Essa eficiência, no entanto, ameaça modelos baseados na terceirização tradicional, intensificando o conflito.
Apesar da pressão, as cooperativas seguem presentes em áreas essenciais. Para Valdemiro, o debate revela algo maior que uma disputa econômica. “O cooperativismo de trabalho é um projeto social e econômico ao mesmo tempo. Ele organiza pessoas, gera renda e entrega resultado”, afirmou. O enfrentamento, segundo ele, deve continuar enquanto o modelo provar que é viável e competitivo.
