Contato com águas de enchente eleva risco de doenças infecciosas, alerta especialista

Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Com o avanço das cheias e o transbordamento do Rio Acre, o contato direto com águas contaminadas passa a representar um risco maior à saúde da população. Especialistas alertam que enchentes favorecem a disseminação de doenças infecciosas, especialmente em períodos de chuvas intensas.

Na capital, Rio Branco, o nível do rio ultrapassou os 15 metros e já afeta milhares de moradores. Em todo o estado, comunidades enfrentam alagamentos, isolamento e exposição frequente à água de rios e igarapés.

O médico infectologista Eduardo Farias explica que águas de enchente costumam estar contaminadas por resíduos urbanos, esgoto e dejetos animais, o que aumenta a probabilidade de infecções. Segundo ele, pessoas que tiveram contato com esse tipo de água e apresentarem sintomas fora do habitual devem procurar atendimento médico.

Entre as doenças mais associadas a enchentes estão a leptospirose, infecções gastrointestinais e a hepatite A. O especialista reforça que situações comuns durante a cheia, como caminhar descalço em áreas alagadas ou permitir que crianças nadem em locais inundados, elevam significativamente os riscos.

Outro ponto de atenção é o uso inadequado da água durante o período de alagamentos. De acordo com o infectologista, a água utilizada para consumo, preparo de alimentos e higiene pessoal deve ser tratada e de procedência segura. A utilização de água contaminada nessas atividades pode facilitar a transmissão de doenças.

Grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas ou em tratamento de saúde, exigem cuidados redobrados. Qualquer sinal de febre, mal-estar, dores no corpo ou alterações na coloração da pele deve ser avaliado por profissionais de saúde.

As autoridades de saúde reforçam que medidas preventivas e a busca precoce por atendimento são fundamentais para reduzir complicações durante o período de enchentes, especialmente em áreas mais afetadas pela elevação dos rios. (Com iformações G1)

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