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A conta de energia elétrica vai ficar mais cara em diferentes regiões do país após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizar reajustes tarifários para distribuidoras que atuam em nove estados brasileiros. Os aumentos variam conforme a área de concessão e, em alguns casos, podem chegar perto de 19%, impactando milhões de consumidores.
Entre os estados atingidos estão São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, as distribuidoras tiveram revisões aprovadas dentro do calendário regulatório anual, com percentuais diferentes conforme os custos de operação de cada empresa. Um dos maiores reajustes foi registrado na área atendida pela CPFL Santa Cruz, no interior de São Paulo, onde o aumento se aproxima do teto anunciado.
Os reajustes levam em consideração fatores como o custo da energia comprada pelas distribuidoras, encargos setoriais e despesas com transmissão. Apesar da variação entre os índices, a média nacional estimada gira em torno de 8% ao longo do ano, segundo dados do setor elétrico.
O tema reacende o debate sobre o peso da energia elétrica no orçamento das famílias, especialmente em um cenário de pressão inflacionária. Em alguns estados, consumidores já começam a sentir os efeitos nas faturas, enquanto outros ainda devem perceber o impacto nos próximos ciclos de cobrança.
Apesar do avanço dos reajustes em diversas regiões, o Acre não aparece entre os estados contemplados neste pacote recente de aumentos, já que a distribuidora responsável pelo fornecimento no estado não teve revisão autorizada neste momento.
