Foto: Jardy Lopes/ac24horas
Em Tribuna popular, os conselheiros tutelares debateram na terça-feira, 8, na Câmara Municipal de Rio Branco, sobre a importância do órgão na defesa dos direitos das crianças e adolescentes da cidade. Na oportunidade, os profissionais expuseram as dificuldades enfrentadas pela categoria e reivindicaram melhorias nas condições de trabalho e remuneração.
O vereador José Lopes, proponente da encontro, reconheceu a importância do trabalho dos conselheiros tutelares e manifestou apoio às reivindicações por uma remuneração justa. Ele destacou a disparidade salarial entre os conselheiros de Rio Branco e os de municípios vizinhos, como Bujari, onde a remuneração é significativamente maior.
A conselheira Débora Matos, do 5º Conselho Tutelar de Rio Branco, destacou que o salário atual dos conselheiros, de R$ 4.401,84, apresenta uma defasagem de aproximadamente 35%. Ela ressaltou a necessidade de atualização salarial para refletir a relevância e complexidade das funções desempenhadas.
Além disso, a conselheira enfatizou que “frequentemente o trabalho se estende além das 40 horas semanais previstas, acumulando horas extras sem a devida compensação financeira”.
Igor Ramon, conselheiro do 4º Conselho Tutelar, abordou os desafios enfrentados diariamente, incluindo ameaças e exposição a situações de risco. Ele salientou “a importância de uma remuneração condizente com as responsabilidades do cargo e mencionou que, devido às exigências da função, muitos conselheiros encontram dificuldades em conciliar o trabalho com outras atividades profissionais”.
Anilton de Sá, também do 4º Conselho Tutelar, apresentou relatos de situações extremas vivenciadas pelos conselheiros, como ameaças de morte e atendimento a casos graves de violência contra crianças. Ele convidou os vereadores a acompanharem de perto a rotina dos conselheiros para compreenderem melhor as adversidades enfrentadas.
