Conferência Nacional do Meio Ambiente discute crise climática e políticas públicas

Foto ilustrativa

Evento reúne sociedade civil, especialistas e governo em Brasília com foco em transição ecológica, justiça climática e combate às desigualdades

Começou nesta terça-feira, 6, em Brasília, a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, marco importante para a retomada do diálogo entre o governo federal e a sociedade civil sobre as políticas ambientais do país. O evento, que não era realizado desde 2013, retorna em meio a uma conjuntura global marcada por emergências climáticas e disputas sobre o futuro da Amazônia, da biodiversidade e das populações vulneráveis.

Promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a conferência reúne centenas de delegados vindos de todos os estados, além de representantes de organizações indígenas, quilombolas, movimentos sociais, acadêmicos, setor privado e gestores públicos. A proposta é construir, de forma participativa, diretrizes para uma política ambiental mais justa, eficaz e conectada com os desafios da atualidade.

O que está em debate

Com o tema “Política Nacional de Meio Ambiente e Justiça Climática”, a conferência vai discutir quatro eixos centrais:

– Clima, biodiversidade e água: como proteger os ecossistemas e reduzir os impactos da crise climática.

– Justiça ambiental e combate às desigualdades: medidas para proteger populações mais afetadas pelas mudanças do clima, como comunidades ribeirinhas, urbanas periféricas e povos originários.

– Economia sustentável e transição ecológica: o papel do Brasil na bioeconomia, energias limpas, agricultura regenerativa e empregos verdes.

– Democracia e participação social: fortalecimento dos conselhos, conferências e instrumentos de controle social nas decisões ambientais.

Segundo a ministra Marina Silva, o retorno da conferência é um símbolo de reconstrução institucional após anos de desmonte das políticas ambientais no país. “Estamos retomando a capacidade de dialogar com o povo, com as comunidades que sentem na pele os efeitos do desequilíbrio climático”, afirmou durante a abertura.

O momento exige ação

A retomada da conferência ocorre em um contexto crítico. O Brasil enfrenta eventos extremos cada vez mais frequentes, como as enchentes no Sul, secas históricas na Amazônia e temperaturas recordes em todas as regiões. Especialistas alertam que o país precisa atualizar com urgência suas estratégias de adaptação climática, restauração florestal e governança ambiental.

Além disso, o evento tem papel estratégico para alinhar as posições brasileiras em fóruns internacionais, como a COP30, prevista para 2025 em Belém (PA), e para consolidar a imagem do Brasil como líder na transição para uma economia verde.

Acompanhe no Correio OnLine a cobertura completa da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, com destaques dos debates, entrevistas com especialistas e vozes da Amazônia.

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