TRE-AC publicou pedido do ex-governador e abriu prazo para impugnações; candidatura ainda terá de passar pela análise da Justiça Eleitoral
Condenado pela Justiça, Gladson Cameli (PP) deu mais um passo para tentar disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. O pedido de registro de candidatura do ex-governador foi publicado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), abrindo agora uma etapa decisiva do processo: o prazo para eventuais impugnações.
A publicação, no entanto, não significa que Gladson já esteja definitivamente autorizado a concorrer. O que foi tornado público pela Justiça Eleitoral é o pedido de registro, que ainda será analisado antes de uma decisão sobre o deferimento ou não da candidatura.
O edital foi disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-AC desta terça-feira (11). A partir da publicação, candidatos, partidos, federações, coligações e o Ministério Público têm prazo de cinco dias para apresentar eventual impugnação. Cidadãos no exercício dos direitos políticos também podem apresentar notícia de inelegibilidade.
É justamente nessa fase que a situação jurídica de Gladson ganha peso no processo eleitoral.
Condenação entra no debate sobre o registro
A tentativa de Gladson de chegar ao Senado ocorre em meio às consequências da condenação que passou a cercar seu futuro político e levantou dúvidas sobre sua participação nas eleições de 2026.
Apesar da situação jurídica, o ex-governador mantém publicamente o projeto de disputar uma das duas vagas acreanas no Senado e sustenta que possui direito de participar do processo eleitoral.
A apresentação e publicação do pedido, porém, são etapas do processo de registro e não representam uma decisão antecipada do TRE-AC sobre a elegibilidade do candidato.
Caso sejam apresentadas impugnações, os questionamentos passarão a integrar a análise da Justiça Eleitoral. A decisão sobre o registro dependerá da avaliação das condições de elegibilidade, das eventuais causas de inelegibilidade e dos efeitos jurídicos das decisões existentes contra o candidato, além dos recursos cabíveis.
Gladson aparece com número 111
Gladson integra a chapa da coligação Avança Acre e aparece no pedido de registro com o número 111. Para a primeira suplência foi registrada Beatriz Barroso Pardo de Cameli, a Beatriz Cameli, enquanto Débora Nunes da Silva aparece como segunda suplente.
O senador Márcio Bittar (PL), que também disputa uma das duas vagas ao Senado pela mesma coligação, teve seu pedido publicado no mesmo edital e concorrerá com o número 222.
Jebert Nascimento foi registrado como primeiro suplente de Bittar, e Lívio Veras como segundo.
Com a publicação dos pedidos, começa agora uma nova fase da disputa eleitoral. No caso de Gladson, além da corrida pelo voto, o processo de registro coloca no centro das atenções a discussão jurídica sobre os efeitos de sua condenação e a possibilidade de estar nas urnas em outubro.
