Comunidades rurais de Rio Branco contabilizam perdas após cheia atípica na capital

Foto: Secom

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A cheia atípica do Rio Acre registrada no fim de dezembro afetou diretamente 16 comunidades da zona rural de Rio Branco e atingiu cerca de 4 mil moradores, segundo dados da Defesa Civil Municipal. Pelo menos cinco dessas localidades chegaram a ficar isoladas durante o avanço das águas, dificultando o deslocamento de famílias e o escoamento da produção rural.

O nível do rio ultrapassou a cota de alerta no dia 27 de dezembro e transbordou em seguida, alcançando 14,03 metros. O pico ocorreu no dia 29, com 15,41 metros, e a vazante começou no dia seguinte. Após cinco dias acima da cota de transbordo, o Rio Acre voltou a baixar e chegou a 11,94 metros no dia 3 de janeiro, reduzindo gradualmente desde então.

De acordo com a avaliação de danos realizada pela Defesa Civil, os prejuízos financeiros e ambientais já superam R$ 3 milhões. As perdas atingiram lavouras, criações e residências. Produtores relataram que a elevação rápida do nível da água impediu qualquer tentativa de salvar plantações, resultando em perdas totais em algumas áreas.

Com a vazante, as comunidades deixaram de ficar isoladas e passaram a receber atendimento das equipes da prefeitura. Entre as ações emergenciais estão a distribuição de kits de limpeza e higiene, colchões, alimentos e o uso de embarcações para garantir a travessia de pessoas e veículos leves, como motocicletas e bicicletas.

As comunidades atingidas incluem Água Preta, APA do Amapá, Boa Água, Barro Alto, Vai-Se-Ver, Espalha, Bagaço, Extrema, Projeto Oriente, Colibri, Limoeiro, Catuaba, Belo Jardim 3, Panorama Ribeirinho, Vista Alegre e Liberdade. Segundo a Defesa Civil, a cheia registrada em dezembro é considerada excepcional, já que desde 1975 o Rio Acre não transbordava nesse período do ano, reflexo do dezembro mais chuvoso já contabilizado na capital acreana.

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