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A decisão de priorizar viveiristas locais na compra de mudas de café e cacau representa uma mudança estratégica na política agrícola do Acre. Antes, grande parte das mudas era adquirida de outros estados, principalmente de Rondônia, o que implicava longas distâncias de transporte, aumento de custos logísticos e perdas significativas no percurso.
De acordo com técnicos da área agrícola, o transporte de mudas por mais de mil quilômetros, muitas vezes sem as condições ideais, resultava em perdas que podiam chegar a até 50% do material adquirido. Além do prejuízo direto, a prática comprometia a qualidade das lavouras implantadas.
Com o novo modelo de credenciamento, os recursos destinados à compra de mudas — estimados em cerca de R$ 11 milhões — passam a circular dentro do próprio Acre, fortalecendo viveiros locais, gerando renda nos municípios e permitindo maior controle sanitário e reposição rápida em caso de perdas.
A produção local também reduz o tempo entre a retirada da muda no viveiro e o plantio no campo, aumentando as chances de pegamento e o desempenho das lavouras, especialmente nas regiões mais afastadas da capital.
