Os motoristas do Acre e de todo o país passarão a pagar mais caro pelos combustíveis a partir do dia 1º de fevereiro. A mudança se deve à majoração da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e é válida em todo o Brasil, tendo em vista que as alíquotas foram unificadas em 2022.
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac), o ICMS sobre a gasolina será elevado em R$ 0,10 por litro, subindo de R$ 1,37 para R$ 1,47, um aumento de 7,1%. Já o diesel terá acréscimo de R$ 0,06 por litro, passando a custar R$ 1,12 em impostos, o que representa um aumento de 5,3%. O etanol, por outro lado, não terá reajuste na tributação.
O presidente do Sindepac Delano Lima, ressaltou que o impacto real sobre os preços ainda dependerá das refinarias. “Essa mudança pode impactar diretamente os revendedores e os consumidores. Mas só será possível saber de valores quando as Refinarias repassarem esses reajustes”, disse em nota à imprensa.
O reajuste no ICMS faz parte de uma medida para equilibrar o sistema tributário, que busca responder às variações de preços do mercado e compensar a defasagem dos combustíveis no Brasil em relação ao mercado internacional.
Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que, atualmente, os preços praticados pela Petrobras estão abaixo dos valores internacionais. A gasolina, por exemplo, estaria R$ 0,23 mais barata, e o diesel, R$ 0,56. Essa defasagem tem pressionado as contas do setor e justificado o aumento de impostos.
Embora o preço dos combustíveis no Brasil seja livre e a decisão de repassar o aumento aos consumidores fique a cargo dos postos, historicamente, esses reajustes costumam ser integralmente aplicados nas bombas. (Com informações do ac24horas)
Por SARA MUNIZ
