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O Acre começa a dar passos mais consistentes na profissionalização do setor cafeeiro, com a formação dos primeiros especialistas locais na avaliação sensorial do produto. O estado agora conta com dois Q-Graders — profissionais certificados para classificar cafés especiais —, reduzindo a dependência de análises feitas fora, como em Espírito Santo e Rondônia.
Para o deputado estadual Luís Tchê (PDT), o avanço representa uma mudança de estratégia. “A gente não vai disputar com Rondônia em quantidade, mas em qualidade vamos estar acima”, afirmou, ao defender que o estado deve focar na produção de maior valor agregado.
A qualificação de produtores tem sido um dos pilares dessa transformação. Além da formação de provadores, cursos como o de barista e intercâmbios técnicos, inclusive internacionais, vêm sendo utilizados para ampliar o conhecimento de quem atua diretamente no campo.
A lógica, segundo o parlamentar, é clara: investir na capacitação e na identidade do produto. “O diferencial do Acre é agregar valor contando a nossa história”, destacou.
Esse movimento acompanha uma tendência global de valorização da origem e da qualidade, abrindo espaço para que o estado avance não apenas no café, mas também em outras culturas, como o cacau, dentro de uma estratégia voltada ao mercado premium.
