Foto Messias Apollo | Seagri
A compra direta de alimentos da agricultura familiar deve ganhar ainda mais força no Acre nos próximos anos. De acordo com a secretária de Agricultura, Temyllis Silva, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) pode atingir até R$ 14 milhões em investimentos em 2026.
Em entrevista ao podcast Correio em Prosa, a gestora destacou o papel estratégico do programa na geração de renda para pequenos produtores e no fortalecimento da segurança alimentar no estado. “É um programa fantástico. Através dele a gente garante renda para quem mais precisa e ainda leva alimento para quem precisa”, afirmou.
Atualmente, o PAA no Acre já movimenta cerca de R$ 10 milhões somando os anos de 2024 e 2025, com expectativa de crescimento progressivo. Parte desse avanço vem da ampliação de modalidades específicas, como o PAA indígena e o PAA voltado a comunidades extrativistas. “Só o PAA indígena deve receber mais de R$ 4 milhões em investimentos. Isso é geração de renda direta dentro das comunidades”, explicou.
O modelo funciona com a compra de produtos diretamente dos agricultores familiares, sem intermediários, garantindo preço justo e previsibilidade de venda. Os alimentos são destinados a escolas, instituições sociais e comunidades em situação de vulnerabilidade.
Segundo Temyllis, o impacto vai além da renda imediata. O programa também estimula organização produtiva e fortalece cadeias locais. “Quando o produtor sabe que tem para quem vender, ele produz mais e melhor. Isso muda tudo”, disse.
A secretária também destacou que o governo tem buscado melhorar a execução do programa, garantindo mais eficiência e acesso direto aos produtores. “A gente quer que a política pública chegue completa. Não só o recurso, mas o resultado de verdade na vida das pessoas”, afirmou.
Atualmente, cerca de 1.600 produtores participam do programa no estado, número que deve crescer com a ampliação dos investimentos e das modalidades de atendimento.
Para Temyllis, o PAA representa uma das políticas mais eficazes para integrar produção e inclusão social no Acre. “É uma política que funciona. E quando funciona, a gente tem que ampliar”, concluiu.
