Com casos em alta, dengue preocupa autoridades de saúde no Acre no início de 2026

Foto: Internet 

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O Acre encerrou 2025 com um aumento de cerca de 50% nos casos de dengue em relação ao ano anterior, ultrapassando a marca de 7,5 mil infecções confirmadas. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre e reforçam um cenário de alerta em meio ao inverno amazônico, período marcado por chuvas intensas e condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor da doença.

Além do crescimento expressivo no número de casos, o estado também confirmou cinco mortes causadas pela dengue ao longo do ano. Autoridades de saúde avaliam que a combinação entre cheia recente dos rios e vazante rápida amplia os riscos para os próximos meses, exigindo atenção redobrada da população e dos serviços de vigilância epidemiológica.

Outro ponto que preocupa é a baixa cobertura vacinal. Apenas cerca de 10% do público-alvo — crianças e adolescentes de 10 a 14 anos — recebeu a vacina contra a dengue no estado, percentual bem abaixo da meta estabelecida. A Secretaria de Saúde acompanha a possibilidade de ampliação do público da imunização, mas, até o momento, não há confirmação oficial de novas faixas etárias incluídas.

O período chuvoso também eleva o risco de outras doenças, como zika, chikungunya e leptospirose, que apresentam sintomas semelhantes aos da dengue. Para evitar agravamentos, a rede estadual passou a adotar um cartão de acompanhamento do paciente, com o objetivo de registrar a evolução clínica desde o primeiro atendimento e reduzir falhas no monitoramento dos casos.

A orientação das autoridades segue focada na prevenção. Eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água e reservatórios bem vedados e redobrar os cuidados dentro de casa continuam sendo as principais formas de conter a doença. Com números em alta e previsão pouco favorável, o início de 2026 reforça a necessidade de atenção contínua e ação conjunta entre poder público e população.

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