Rio Branco, Acre - quarta-feira, 25 fevereiro, 2026

COLUNA POLÍTICA

Por Marcela Jansen

PASSANDO PELO CRIVO DA URNA ELETRÔNICA

Não é nenhuma novidade que a vice-governadora Mailza Assis (PP) é candidata ao governo do Estado em 2026. Já tem realizado reuniões e conquistado apoios importantes. Natural que a caminhada seja dessa forma, tendo em vista ser a candidata do Palácio de Rio Branco. Mas não será uma vitória fácil de ser conquista: primeiro, terá provavelmente como adversário direto o senador Alan Rick (UB); segundo, o voto popular. Diferente de Alan, Mailza nunca passou pelo crivo da urna eletrônica em um processo eleitoral. Ocupou o cargo de senadora e vice-governadora, – diga-se passagem de forma muito ética e honrada -, de forma indireta, por fazer parte do projeto. O resultado da eleição em 2026 vai consolidar sua vida política ou lhe garantir um atesto para aposentadoria.

REELEIÇÃO

O nome do deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) tem sido mencionado como um dos possíveis candidatos a Câmara dos Deputados na eleição de 2026. Apesar de ser qualificado para estar em Brasília, o parlamentar já confirmou que vai concorrer a reeleição.

VAI SER DIFÍCL

Quem terá um enorme desafio para montar uma chapa competitiva para a Câmara Federal é o deputado Roberto Duarte (REPUBLICANOS). Até o momento apenas seu nome apresenta densidade eleitoral. Será uma reeleição suada.

APOIO SUADO

O MDB caminha para não ter candidato ao Governo e Senado na eleição do próximo ano, mas isso não fragiliza a legenda. Já sinalizaram que vão brigar por espaço na chapa majoritária e que o apoio da sigla vai depender as costuras políticas.

ALEAC

Nos bastidores da política, se fortalece os rumores de que o vereador eleito Zé Lopes (REPUBLICANOS) quer disputar uma vaga de deputado estadual. A estratégia é fortalecer seu nome através do mandato de vereador. Tem direito de concorrer ao parlamento estadual, mas uma coisa é fato, soa estranho para o eleitor mal iniciar o mandato de vereador e já correr para disputar em outra Casa Legislativa.

BOM MANDATO

Por falar no Zé Lopes, a coluna registra que tem feito um bom início de mandato. Tem sido equilibrado, coerente e responsável nos debates. Será um dos destaques desta nova Legislatura.

GANHOU O OSCAR

O filme brasileiro “Ainda Estou Aqui” venceu o prêmio de melhor filme internacional no Oscar 2025, no último domingo, 2, em Los Angeles (EUA). Histórico, o momento marca a primeira vitória do Brasil na premiação, que foi muito, diga-se de passagem, merecida.

CAMPANHA CONTRA

A pergunta que não quer calar: será que o deputado federal Ulysses Araújo (UB) comemorou a premiação americana ao filme brasileiro? Explica-se: quando “Ainda Estou Aqui” foi lançado no Brasil, o parlamentar declarou que iria fazer uma campanha contra o comparecimento do público nos cinemas.

NÃO DEU CERTO

Não sei se de fato fez a campanha, mas se fez, não deu certo (rsrs), pois o filme em questão foi campeão de bilheteria nos cinemas brasileiros, com um público superior a 300 mil pessoas.

REPRESENTAÇÃO

O Partido Novo protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União questionando a legalidade da emissão de passagens aéreas na classe executiva pelo governo Lula para a primeira-dama Janja. O documento aponta possíveis irregularidades e violação de normativas legais, como a limitação do uso da classe executiva apenas para ministros e servidores do alto escalão.

NÃO SE ENQUADRA

O partido ressalta que Janja, classificada como “não servidora – colaboradora eventual” no Painel de Viagens do Governo Federal, não se enquadra em nenhuma das categorias previstas para o uso da classe executiva. Foi pleiteado ainda uma medida cautelar para impedir que o governo federal emita novas passagens aéreas na classe executiva para a primeira-dama.

MEDIDA MIRABOLANTE

Sem muita capacidade de reação a ‘devastadora’ pesquisa da Datafolha, no qual constatou-se que o presidente Lula vive o pior índice de aprovação dos três mandatos, a imprensa nacional aponta que auxiliares do petista correm para adotar medidas que mudem a opinião do eleitor. Cogita-se desenterrar o Ministério da Segurança Pública, criado na gestão do ex-presidente Michel Temer. Quem vai pagar essa conta? … Elevar os gastos do governo talvez não seja uma solução inteligente.

Até a próxima, leitor!

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