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O Acre apresentou avanço na cobertura vacinal contra a poliomielite nos últimos anos, porém os índices ainda permanecem abaixo do percentual considerado seguro para impedir o retorno da doença. Os dados fazem parte do novo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre, que monitora casos de paralisia flácida aguda, poliomielite e tétano no estado.
De acordo com o levantamento, a aplicação da terceira dose da vacina inativada poliomielite (VIP) em crianças menores de um ano registrou crescimento gradual após os baixos índices observados durante o período da pandemia.
Em 2022, a cobertura vacinal no Acre era de 52,32%. No ano seguinte, o percentual subiu para 76,88%, alcançando 85,7% em 2024. Já em 2025, o índice ficou em 85,05%.
Apesar da recuperação, os números ainda permanecem abaixo da meta de 95% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde como necessária para garantir proteção coletiva contra a poliomielite.
Segundo a Sesacre, a redução da cobertura vacinal nos últimos anos está associada aos impactos causados pela pandemia da Covid-19, além da circulação de informações falsas relacionadas às vacinas, fator que contribuiu para a diminuição da procura pelos imunizantes.
O órgão alerta que a queda na vacinação aumenta o risco de reintrodução do vírus, mesmo em locais onde não existem registros recentes da doença.
O Acre permanece sem casos confirmados de poliomielite desde 1987. Ainda assim, autoridades de saúde reforçam a necessidade de manter a imunização em níveis elevados, principalmente diante da circulação do vírus em alguns países e da ocorrência de surtos relacionados ao poliovírus derivado vacinal em diferentes partes do mundo.
O boletim também cita o alerta emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde em outubro de 2024, após a identificação de poliovírus derivado vacinal em águas residuais da Guiana Francesa, território localizado na fronteira com o Brasil.
A poliomielite é uma doença infecciosa que pode provocar paralisia flácida e deixar sequelas permanentes, principalmente em crianças.
Atualmente, o esquema vacinal disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde prevê três doses da vacina VIP, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de uma dose de reforço aos 15 meses.
