Rio Branco, Acre - quinta-feira, 14 maio, 2026

Cobertura vacinal contra coqueluche varia entre municípios do Acre e acende alerta para áreas com baixa imunização

Foto: Internet 

A cobertura vacinal contra a coqueluche apresenta desigualdade significativa entre os municípios do Acre em 2026, segundo dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Os índices consideram a aplicação da vacina pentavalente, principal forma de proteção contra a doença, especialmente na infância.

O levantamento revela que parte dos municípios conseguiu atingir ou até ultrapassar a meta de cobertura estabelecida pelo Ministério da Saúde, fixada em 95%. Na capital, Rio Branco, o índice chegou a 100,13%. Também se destacam Assis Brasil, com 107,50%, e Mâncio Lima, que registrou 109,26%.

Por outro lado, o cenário preocupa em diversas localidades onde a cobertura permanece abaixo do recomendado. Santa Rosa do Purus apresenta um dos índices mais baixos, com 33,88%. Em seguida aparecem Bujari (48,65%), Jordão (52,94%) e Sena Madureira (53,98%). Nessas regiões, especialistas alertam para o aumento do risco de circulação da doença, sobretudo entre crianças.

A análise por regiões evidencia diferenças no comportamento da vacinação. No eixo Juruá/Tarauacá-Envira, municípios como Mâncio Lima apresentam desempenho elevado, enquanto Cruzeiro do Sul registra cobertura de 62,07%. Já na região do Baixo Acre e Purus, há forte oscilação: Rio Branco supera a meta, mas cidades próximas, como Bujari e Sena Madureira, ficam abaixo do ideal.

No Alto Acre, os índices aparecem em patamar intermediário, com destaque para Assis Brasil, que ultrapassa a meta, enquanto Epitaciolândia (88,93%) e Brasiléia (71,43%) mantêm cobertura abaixo do recomendado. Outros municípios, como Tarauacá (68,39%), Manoel Urbano (72,73%), Porto Walter (78,57%), Rodrigues Alves (78,05%) e Marechal Thaumaturgo (84,91%), também não alcançam o índice considerado ideal.

A meta de 95% é apontada pelo Ministério da Saúde como essencial para garantir a chamada proteção coletiva, reduzindo a circulação da bactéria responsável pela coqueluche. Quando esse percentual não é atingido, aumenta a possibilidade de surtos, principalmente entre crianças menores de um ano, grupo mais vulnerável às formas mais graves da doença.

A vacinação segue como a principal estratégia de prevenção e integra o calendário básico infantil, sendo considerada fundamental para conter o avanço de casos e evitar complicações associadas à doença.

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