Clóvis Gonçalves defende protagonismo empresarial para transformar a economia do Acre

Foto: Portal Correio online

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Na Tribuna Popular da Câmara de Rio Branco, diretor da FEDERACRE afirmou que o desenvolvimento econômico do Acre depende da união de empresários e trabalhadores, com os políticos em papel de apoio.

O diretor da Federação das Associações Comerciais do Acre (FEDERACRE), Clóvis Gonçalves, defendeu

que o futuro da economia acreana precisa ser construído a partir do protagonismo empresarial, e não da política. Convidado a falar na Tribuna Popular da Câmara Municipal de Rio Branco, ele apresentou um balanço do trabalho iniciado em 2018 para estruturar o associativismo no estado e lançou um convite oficial para que vereadores conheçam experiências de desenvolvimento em Santa Catarina.

“A economia do Estado só vai dar certo se o protagonismo for do empresário. O político tem que ser apoio, tem que ser suporte. Quem faz a economia circular e evita problemas sociais é a geração de emprego e renda”, afirmou.

Segundo Clóvis, quando chegou ao Acre em 2018 havia apenas duas associações comerciais em funcionamento. Hoje, o sistema reúne 17 associações estruturadas, 10 sindicatos rurais organizados e oito núcleos da indústria, atendendo aproximadamente 2 mil empresas e 50 mil pessoas de forma indireta. O avanço só foi possível, disse, pela parceria com o Sebrae e pela união das três federações — indústria, agricultura e comércio.

Ele destacou ainda que, para alcançar resultados, é preciso investir em “pessoas, processos e recursos” de forma organizada, lembrando a experiência de sua cidade natal, São Lourenço do Oeste (SC), que em 2015 iniciou um plano estratégico até 2035 e hoje figura entre os municípios que mais geram emprego proporcionalmente no Brasil.

Clóvis também chamou atenção para a necessidade de repensar os investimentos públicos. “Festas e feiras só fazem o dinheiro circular. O que precisamos é trazer capital novo de fora, atrair indústrias e cooperativas fortes para gerar renda ao pequeno produtor”, disse.

Como exemplo de articulação, ele citou o termo de cooperação entre São Lourenço do Oeste e Acrelândia, que se tornou “cidade irmã” em programas de intercâmbio de conhecimento e fortalecimento do setor produtivo. “Não desisti quando diziam que aqui não daria certo. O associativismo é a prova de que o Acre tem potencial para crescer se houver união e foco em resultados”, completou.

O diretor encerrou convidando os parlamentares a participarem de uma missão oficial a Santa Catarina em 2026, além do 6º Congresso das Associações Comerciais, Indústria e Agronegócio do Acre, que ocorrerá em novembro, em Brasileia. O evento já está com as vagas esgotadas, segundo ele, mais de 30 dias antes da realização.

 

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