Rio Branco, Acre - sábado, 25 abril, 2026

Cidades da Amazônia figuram nas piores posições em levantamento sobre saneamento básico

Foto: Internet

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Levantamento do Instituto Trata Brasil, com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), aponta que municípios da Amazônia concentram os piores indicadores do país. Entre os problemas estão a baixa cobertura de coleta de esgoto, que em algumas cidades não chega a 20%, além de investimentos médios inferiores a R$ 100 por habitante — menos da metade do considerado necessário para universalização dos serviços.

O estudo também revela altos índices de perdas de água tratada, que ultrapassam 50% em diversas cidades da região Norte, além de níveis críticos de tratamento de esgoto. Em muitos casos, o esgoto coletado sequer passa por tratamento antes de ser lançado em rios, agravando a contaminação ambiental e os riscos à saúde pública.

No Acre, os números reforçam esse cenário. Cerca de 89,5% da população não tem acesso à rede de esgoto, enquanto o índice de tratamento é de apenas 0,42%, um dos mais baixos do país. O abastecimento de água também não é universal: aproximadamente 60,8% dos domicílios têm acesso à rede, deixando uma parcela significativa da população dependente de soluções alternativas.

A situação atinge inclusive a capital, Rio Branco, que já figurou entre as cidades com pior desempenho em saneamento básico no ranking nacional. Os dados evidenciam um déficit histórico de infraestrutura, com impactos diretos na qualidade de vida e no aumento de doenças relacionadas à falta de saneamento.

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