Foto: Dell Pinheiro
O início do inverno amazônico reacendeu o alerta entre famílias da zona rural de Rio Branco. Em diferentes regiões, produtores já relatam dificuldade de acesso após as chuvas intensas registradas nos últimos dias. A situação, que se repete há anos, foi tema de uma cobrança direta do vereador Samir Bestene (PP) na sessão de terça-feira, 9, na Câmara Municipal.
O parlamentar exibiu um vídeo enviado por moradores do ramal do Limoeiro, na região do Quixadá, mostrando veículos atolados e trechos completamente alagados. O registro confirma o que comunidades rurais têm reclamado: sem drenagem adequada e sem estrutura mínima, basta a chegada das primeiras chuvas para que os ramais se tornem barreiras entre o campo e a cidade.
“O produtor está pedindo socorro. Ele precisa garantir sua renda e não pode passar por situações como essa para não perder sua terra e vir para a cidade”, afirmou Samir. O vereador lembrou que há quatro anos utiliza a tribuna para pedir intervenções na área, sem avanços significativos. Segundo ele, a falta de manilhas — peça básica para evitar alagamentos e erosões — comprometeu toda a manutenção de 2024. “A SEAGRO passou um ano inteiro sem o básico”, disse.
As chuvas do fim de semana, que ultrapassaram 100 milímetros em dois dias, já deixaram moradores isolados. Professores, produtores e crianças precisam esperar horas por apoio de vizinhos para atravessar trechos críticos, muitas vezes utilizando embarcações improvisadas. A cena se repete a cada inverno, afetando diretamente o escoamento da produção de milho, melancia, macaxeira e outras culturas que movimentam a economia rural da capital.
Samir também citou a aprovação de 400 quilômetros de manutenção de ramais no Plano Plurianual 2026–2029, destacando que a medida só terá impacto se for executada. Ele lembrou que o orçamento previsto para o próximo ano teve incremento discreto e pode não suprir as demandas da zona rural. “Se este ano já foi difícil, imagina 2026”, declarou.
