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O volume elevado de chuva registrado nas últimas horas em Rio Branco colocou a capital em estado de atenção e voltou a expor pontos historicamente vulneráveis a alagamentos. Dados da Defesa Civil indicam que o acumulado ultrapassou os 70 milímetros, chegando a quase 90 mm em curto intervalo, o equivalente a 90 litros de água despejados sobre cada metro quadrado da cidade, volume que supera a capacidade de absorção do solo e do sistema de drenagem urbana.
Com a intensidade das precipitações, o Rio Acre apresentou elevação superior a dois metros em menos de 24 horas, aproximando-se da marca de 9,30 metros na capital. A rápida resposta do rio está diretamente associada ao aumento expressivo dos níveis de seus afluentes, especialmente o Riozinho do Rola, que registrou alta superior a dois metros e meio no mesmo período, influenciando de forma quase imediata o comportamento do rio principal.
Os reflexos da cheia já foram sentidos em diferentes regiões da cidade. Pontos como a Estrada do Calafate, a Avenida Maria José de Oliveira, no bairro Universitário, trechos da Estrada Experimental, Via das Nações Unidas e áreas centrais registraram alagamentos que dificultaram a mobilidade de veículos e pedestres, além de comprometer o acesso ao transporte público em algumas áreas de baixada.
Segundo a Defesa Civil, a chuva não se concentrou apenas na capital, atingindo toda a bacia do Rio Acre e provocando elevação significativa dos níveis dos rios em municípios do interior. O órgão mantém monitoramento contínuo e alerta para a possibilidade de novos alagamentos caso as precipitações persistam ao longo do dia e da noite.
O cenário reforça a recorrência dos transtornos urbanos durante períodos de chuva intensa em Rio Branco e reacende o debate sobre drenagem, planejamento e prevenção em áreas críticas da cidade, enquanto a orientação das autoridades segue sendo de atenção redobrada e acompanhamento das informações oficiais.
