Rio Branco, Acre - terça-feira, 07 abril, 2026

Cheia avança no Acre, atinge mais de 40 mil pessoas e força decreto de emergência

Foto: Arquivo/Secom

 Foto: Arquivo/Secom

O Acre voltou a enfrentar um cenário crítico de cheias e ampliou o nível de resposta do poder público. O governo estadual decretou situação de emergência em seis municípios — Tarauacá, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul e Plácido de Castro — após as enchentes atingirem mais de 40 mil pessoas em diferentes regiões. A medida, com validade de 180 dias, busca reforçar a assistência às famílias atingidas e viabilizar o acesso a recursos federais.

O avanço das águas vem sendo registrado desde o fim do ano passado, com chuvas intensas que elevaram os níveis dos rios nas últimas semanas. O impacto alcança áreas urbanas, comunidades ribeirinhas e populações indígenas.

“Nós tivemos chuvas em grande volume desde o final de dezembro, com decretos sucessivos em diversos municípios. Agora, com esse novo decreto, conseguimos ampliar as ações tanto das defesas civis municipais quanto do Estado, além de facilitar a solicitação de recursos complementares junto ao governo federal”, afirmou o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista.

Mesmo com sinais pontuais de vazante em alguns rios, o cenário ainda exige atenção. A previsão de chuvas acima da média mantém o nível de alerta elevado. “O decreto tem vigência de 180 dias e permite não só ações humanitárias imediatas, mas também a elaboração de planos de resposta e assistência que serão encaminhados ao governo federal”, destacou Batista, ao reforçar a necessidade de suporte contínuo às áreas atingidas.

O monitoramento técnico tem orientado as decisões do governo. A análise de dados ambientais e hidrológicos tem servido como base para a adoção de medidas emergenciais. “A partir do momento em que identificamos a elevação dos níveis dos rios, elaboramos notas técnicas que são encaminhadas à Casa Civil. Isso permite decisões mais rápidas, como a emissão do decreto”, explicou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho.

A articulação entre Estado e municípios também tem sido apontada como essencial para garantir respostas mais rápidas. Segundo Carvalho, o trabalho integrado busca ampliar o fluxo de informações e melhorar o atendimento às famílias atingidas. “Essa rede de governança permite que as ações cheguem com mais agilidade à população, especialmente nos locais mais afetados”, afirmou.

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