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O valor da cesta básica em Rio Branco apresentou aumento no mês de março e chegou a R$ 641,15, conforme levantamento divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em comparação com fevereiro, o custo dos alimentos essenciais na capital acreana subiu 1,48%.
Apesar da elevação, Rio Branco continua entre as capitais brasileiras com menor custo médio da cesta básica. No ranking nacional, os valores mais baixos também foram registrados em cidades como Aracaju, São Luís e Porto Velho. Em contrapartida, capitais como São Paulo e Rio de Janeiro lideram a lista com os preços mais elevados, registrando custos de R$ 883,94 e R$ 867,97, respectivamente.
A diferença entre o valor da cesta básica na capital acreana e na cidade com maior custo ultrapassa R$ 240, evidenciando as disparidades regionais no preço dos alimentos no país.
Mesmo com preços relativamente menores, o impacto no orçamento das famílias permanece significativo. De acordo com o estudo, um trabalhador que recebe salário mínimo em Rio Branco precisou comprometer cerca de 42,76% da renda líquida para adquirir os produtos básicos de alimentação no mês de março.
O levantamento também aponta que foram necessárias aproximadamente 87 horas de trabalho para garantir a compra da cesta básica na capital acreana, o equivalente a mais de quatro dias de jornada considerando uma carga horária padrão.
Os dados integram a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, que desde 2025 passou a incluir todas as 27 capitais brasileiras. No levantamento mais recente, todas as cidades analisadas apresentaram aumento no custo dos alimentos, com variações que chegaram a superar 7% em algumas capitais.
Em Rio Branco, a elevação foi considerada mais moderada em comparação com outras regiões do país. Segundo o estudo, o aumento dos preços foi influenciado principalmente pela alta de produtos como tomate, feijão e carne bovina, itens essenciais na alimentação da população e que sofreram impacto de fatores como redução da oferta, dificuldades na produção e maior demanda no mercado.
Ainda segundo estimativa do Dieese, para garantir o sustento de uma família de quatro pessoas com despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação e transporte, o salário mínimo ideal deveria alcançar R$ 7.425,99 em março de 2026 — valor equivalente a cerca de 4,6 vezes o piso nacional atualmente em vigor.
