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O peso das despesas essenciais continua crescendo no orçamento das famílias acreanas. Levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) revela que o conjunto das cestas de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica comprometeu, em maio, 48,1% da renda líquida de um trabalhador que recebe salário mínimo.
Na prática, isso significa que quase metade do salário é destinada apenas à compra de produtos básicos para a sobrevivência da família, antes mesmo de considerar gastos com moradia, transporte, energia elétrica, água, saúde ou educação.
Segundo o estudo, o custo total das três cestas chegou a R$ 720,65 em maio, o maior valor registrado nos últimos seis meses. Em dezembro de 2025, o mesmo conjunto custava R$ 660,81. O aumento acumulado no período alcança 9,1%.
Os números mostram ainda que um trabalhador precisou dedicar 97 horas e 48 minutos de trabalho para adquirir os itens essenciais. O tempo é superior ao registrado em abril, quando eram necessárias 96 horas e 11 minutos.
A cesta alimentar continua sendo a principal responsável pela pressão sobre o orçamento familiar. Sozinha, ela atingiu R$ 608,91 para um único consumidor, representando a maior parcela dos gastos mensais.
Para uma família composta por dois adultos e três crianças, a estimativa de despesas com alimentação, higiene e limpeza alcançou R$ 2.522,29 em maio. O valor equivale a mais de um salário mínimo e meio e evidencia os desafios enfrentados pelas famílias diante da alta persistente do custo de vida.
O levantamento reforça um cenário de perda do poder de compra, especialmente entre os trabalhadores de menor renda, que destinam parcela cada vez maior do orçamento para despesas consideradas indispensáveis.
