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A cesta básica pode até ter recuado no acumulado dos últimos meses, mas segue pesando no bolso de quem vive do salário mínimo em Rio Branco. Em janeiro, o trabalhador precisou comprometer mais de 40% da renda líquida para garantir apenas os alimentos essenciais.
O custo da cesta subiu no início do ano e passou de seiscentos e trinta reais, mantendo a alimentação básica como uma das principais despesas das famílias da capital. Mesmo com a redução no tempo de trabalho necessário em relação ao mês anterior, o esforço ainda equivale a quase duas semanas inteiras de jornada dedicadas apenas à comida.
A alta mensal foi puxada por itens presentes no dia a dia, como carne, pão, tomate e banana, enquanto produtos como arroz, feijão, farinha e leite apresentaram queda, ajudando a conter um avanço maior no valor final. O movimento revela uma oscilação constante, em que o alívio em alguns alimentos não é suficiente para alterar o peso estrutural da cesta no orçamento.
No recorte mais amplo, a redução acumulada desde o ano passado indica certa acomodação de preços, mas não se traduz em folga real para quem depende do mínimo para viver. A alimentação continua consumindo uma parcela elevada da renda, limitando escolhas e pressionando outras despesas essenciais, como moradia, transporte e energia.
