Rio Branco, Acre - quarta-feira, 25 março, 2026

Censo do IBGE aponta que menos de 40% das residências no Acre possuem acesso à rede de esgoto

Foto: Ilustrativa

Foto: Ilustrativa 

Dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que apenas 36,73% dos domicílios no Acre estão ligados à rede geral de esgotamento sanitário. O percentual coloca o estado bem abaixo da média nacional, que alcança 62,51% das residências brasileiras.

O levantamento revela um cenário de desigualdade significativa no acesso ao saneamento básico entre as diferentes regiões do país. Especialistas consideram o acesso ao esgotamento sanitário um serviço essencial, diretamente relacionado à saúde pública, à qualidade de vida da população e à preservação ambiental.

Desafio estrutural no estado

Com pouco mais de um terço das moradias atendidas pela rede de esgoto, o Acre enfrenta importantes desafios de infraestrutura sanitária. A diferença em relação à média nacional ultrapassa 25 pontos percentuais, evidenciando a necessidade de ampliação dos investimentos no setor.

A ausência ou insuficiência desse serviço básico pode contribuir para o aumento de doenças transmitidas pela água contaminada, além de afetar diretamente rios, igarapés e outros recursos naturais utilizados pela população.

Diferenças entre os estados

O estudo do IBGE também mostra grandes disparidades entre as unidades da federação. São Paulo aparece na liderança nacional, com 91,3% dos domicílios conectados à rede de esgoto, seguido pelo Distrito Federal, que registra 86,22% de cobertura.

Na outra extremidade do ranking, estados da Região Norte apresentam os menores índices de acesso ao serviço. O Amapá possui apenas 12,06% das residências atendidas, enquanto Rondônia registra 13,63%.

Os números reforçam a desigualdade histórica no acesso ao saneamento básico no país e apontam para a necessidade de políticas públicas voltadas à ampliação da infraestrutura nas regiões com menor cobertura.

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