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A promessa de internet em qualquer lugar, sem torres ou cabos, começou a sair do papel na América Latina. A tecnologia direct-to-cell, que permite a conexão direta entre celulares comuns e satélites, já entrou em operação inicial na região e muda a lógica do acesso à internet móvel, especialmente em áreas rurais, fronteiras e comunidades isoladas.
Desenvolvida pela Starlink, empresa de satélites da SpaceX, a nova modalidade dispensa antenas externas e funciona diretamente no smartphone, desde que o aparelho seja compatível e esteja integrado a operadoras locais. A tecnologia começa com envio de mensagens, chamadas de emergência e dados básicos, com expansão gradual para internet móvel mais robusta.
Na prática, o avanço representa uma mudança estratégica para países com grandes vazios de cobertura, como o Brasil. Regiões da Amazônia, do interior do Acre e de áreas de difícil acesso passam a enxergar a conectividade não mais como projeto futuro, mas como possibilidade real — inclusive para atividades produtivas, monitoramento ambiental, educação e atendimento de saúde.
Para produtores rurais, por exemplo, a conexão direta no celular pode facilitar acesso a mercados, dados climáticos, assistência técnica e operações financeiras.
A chegada da Starlink ao celular inaugura uma nova etapa da conectividade global. Ainda em fase inicial, a tecnologia avança sob atenção de governos e agências reguladoras, mas já aponta para um cenário em que a ausência de sinal deixa de ser uma barreira — mesmo nos lugares mais distantes do mapa.
