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O avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltou a acender um sinal de atenção no Acre. Dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que o estado acompanha a tendência de crescimento registrada em parte da Região Norte, onde a circulação de vírus respiratórios tem provocado aumento de internações nas últimas semanas.
A análise consta no Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (18), com base na Semana Epidemiológica 50, que corresponde ao período de 7 a 13 de dezembro. O levantamento mostra que o crescimento dos casos de SRAG tem sido impulsionado principalmente pela influenza A, com maior impacto entre adultos e idosos.
No Acre, tanto o cenário estadual quanto o de Rio Branco aparecem classificados em nível de alerta ou risco, com tendência de crescimento contínuo ao longo das últimas seis semanas. A situação preocupa especialmente neste período de fim de ano, marcado por maior circulação de pessoas, viagens e eventos familiares, fatores que favorecem a transmissão de vírus respiratórios.
De acordo com a Fiocruz, a vacinação contra a gripe segue sendo a principal estratégia para evitar formas graves da doença e reduzir o número de óbitos. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da instituição, destaca que a campanha de imunização contra a influenza está em andamento na Região Norte e que a recomendação é para que os grupos prioritários busquem a vacina o quanto antes.
O boletim também aponta que outros vírus respiratórios continuam em circulação no país. O rinovírus e o vírus sincicial respiratório seguem com maior incidência entre crianças, enquanto a Covid-19, apesar de apresentar níveis mais baixos de transmissão, ainda aparece entre as causas de hospitalização por SRAG, especialmente na população idosa.
Diante do cenário, especialistas reforçam a importância de cuidados básicos, como manter a vacinação em dia, evitar ambientes fechados e procurar atendimento de saúde ao surgirem sintomas respiratórios mais intensos, como falta de ar, febre persistente ou agravamento do quadro clínico. Para o Acre, o alerta funciona como um chamado à prevenção, num momento em que o sistema de saúde pode voltar a ser pressionado pelo aumento de casos graves.
