A introdução de técnicas para formação de colmeias no Acre também vem acompanhada de um cuidado essencial: o manejo das abelhas sem impacto predatório ao meio ambiente. Embora muitas pessoas associem a captura de enxames à retirada direta da natureza, a orientação adotada no projeto segue outro caminho.
De acordo com a engenheira florestal Zandra Vela, o processo utilizado pelos produtores é baseado na técnica de captura de enxames por iscas atrativas, um método controlado que respeita o comportamento natural das abelhas. “É um passo inicial para quem quer começar na atividade, porque não é fácil conseguir uma colmeia já formada”, explica.
Em vez de retirar colônias já estabelecidas de forma aleatória, a técnica consiste na utilização de caixas preparadas com uma mistura de própolis e cera, que funcionam como atrativo natural. “A gente orienta como fazer essa isca, com própolis e cera, para atrair as abelhas para um local específico. Assim, elas entram espontaneamente e o produtor já consegue formar a colmeia”, detalha.
A estratégia permite que os enxames ocupem voluntariamente as caixas preparadas pelos produtores, reduzindo impactos ambientais e garantindo maior equilíbrio no processo de formação dos apiários e meliponários. “Não é uma retirada direta da natureza. É uma forma de atrair as abelhas respeitando o comportamento delas”, reforça.
Além de tornar a atividade mais sustentável, o método também representa uma porta de entrada para novos produtores, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades para adquirir colmeias já formadas. Com orientação técnica, o uso das iscas passa a ser um dos primeiros passos para quem deseja iniciar na apicultura ou meliponicultura no estado.
