A Câmara Municipal de Rio Branco realiza nesta sexta-feira, 11, uma audiência pública itinerante no qual vai debater as recorrentes enxurradas que têm afetado a capital acreana, especialmente na região da Baixada da Sobral. A reunião acontece a partir das 10h, no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), localizado no bairro Palheiral, e tem como objetivo principal ouvir os relatos de moradores e o posicionamento dos órgãos públicos envolvidos na gestão dos desastres.
O encontro surge em resposta a um requerimento protocolado pelo vereador Eber Machado (MDB), que vem cobrando medidas efetivas para enfrentar os transtornos causados pelas chuvas intensas ocorridas nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro. Nesse período, diversas ruas e casas ficaram alagadas, causando prejuízos e mobilizando a comunidade local, que chegou inclusive a interditar a Estrada da Sobral em busca de soluções imediatas para o problema.
Segundo informações levantadas durante os últimos meses, a Baixada da Sobral e bairros adjacentes, como o Plácido de Castro, têm sofrido com a falta de infraestrutura adequada e com a ausência de políticas públicas que enfrentem, de forma integrada, a questão dos alagamentos.
“É preciso um olhar urgente para a prevenção e a gestão de riscos, pois os impactos das chuvas não são eventuais, mas refletem a fragilidade do sistema de drenagem e a descamada ocupação urbanística da região”, destacou um morador durante uma manifestação prévia.
Em uma iniciativa para ampliar o debate e promover a participação democrática, a Câmara instituiu, no dia 27 de março, a Frente Parlamentar de Gestão de Riscos, Desastres e Ajuda Humanitária. A nova frente tem por finalidade realizar audiências públicas, debater estudos e acompanhar a tramitação de propostas voltadas para a mitigação dos desastres naturais, além de promover a interlocução com entidades representativas da sociedade civil.
Autoridades locais afirmam que a realização da audiência é um passo importante para que o poder público entenda a gravidade dos alagamentos recorrentes e possa formular projetos que resgatem a segurança dos moradores e minimizem os prejuízos.
“Essa reunião não é apenas um espaço para ouvi-los; é também uma oportunidade para que possamos articular ações integradas com as secretarias municipais, órgãos estaduais e, possivelmente, a iniciativa privada, no intuito de melhorar a infraestrutura e a prevenção dos riscos”, afirmou o presidente da Câmara, Joabe Lira (PL).
