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A Caixa Econômica Federal finaliza, nesta semana, o calendário de pagamentos do Bolsa Família referente ao mês de abril. Nesta quinta-feira (29), recebem o benefício os inscritos com Número de Inscrição Social (NIS) de final zero, concluindo o cronograma regular do programa.
O valor mínimo pago às famílias permanece em R$ 600. No entanto, com a inclusão dos benefícios complementares, a média nacional do repasse subiu para R$ 678,22 por família. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atendeu, neste mês, cerca de 18,9 milhões de famílias em todo o país, com investimento total estimado em R$ 12,8 bilhões.
Além do valor base, o programa prevê adicionais voltados a públicos específicos. Entre eles, o Benefício Variável Familiar Nutriz, que garante seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses. Também há pagamento extra de R$ 50 para gestantes e mulheres em fase de amamentação, além do mesmo valor por filho entre 7 e 18 anos. Para crianças de até seis anos, o adicional é de R$ 150 por integrante.
O pagamento segue o modelo tradicional, realizado nos últimos dez dias úteis de cada mês. Informações detalhadas, como datas, valores e composição do benefício, podem ser consultadas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o acompanhamento das contas digitais vinculadas ao programa.
Em situações excepcionais, o governo federal autorizou a antecipação dos pagamentos em algumas regiões do país. Neste mês, moradores de 173 municípios em 11 estados receberam os valores no último dia 16, independentemente do número final do NIS. A medida atendeu localidades afetadas por eventos climáticos, como estiagem e enchentes, além de áreas com populações indígenas em situação de vulnerabilidade.
Outra mudança recente no programa é a exclusão do desconto do Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes. A alteração foi implementada com a retomada do novo modelo do Bolsa Família, prevista em legislação específica.
O programa também mantém a chamada “regra de proteção”, que permite a permanência parcial no benefício para famílias que tiveram aumento de renda. Nesses casos, é possível continuar recebendo 50% do valor por um período determinado, desde que a renda por pessoa permaneça dentro do limite estabelecido. A medida busca garantir uma transição gradual para famílias que ingressam no mercado de trabalho.
