Foto: Cleiton Lopes/Secom
Em pleno centro de Milão, cidade símbolo do design e da gastronomia mundial, o aroma que tomou conta do Consulado-Geral do Brasil na última quarta-feira, 24, veio da floresta amazônica. Uma comitiva de produtores de cafés robustas do Acre apresentou, pela primeira vez em agenda oficial na Itália, a qualidade de grãos cultivados em pequenas propriedades do estado — um gesto simples que carrega o peso de uma virada histórica para a agricultura acreana.
A missão, articulada pela Secretaria de Estado de Agricultura, em parceria com o Sebrae, levou à mesa do embaixador Hadil da Rocha Vianna mais do que uma bebida: levou a narrativa de resistência, inovação e sustentabilidade de famílias que transformaram a cafeicultura em oportunidade de futuro. O especialista Janderson Dazalen preparou uma amostra de um dos cafés finalistas da última edição do Qualicafé, servida como cartão de visitas ao mercado europeu.

Para o secretário de Agricultura, Luís Tchê, a presença em Milão é estratégica. “O Acre vive um momento de expansão. Queremos abrir portas para que o café produzido aqui não seja apenas reconhecido em concursos, mas também chegue às gôndolas e cafeterias da Europa”, afirmou.
O embaixador Hadil da Rocha Vianna reforçou o peso simbólico da iniciativa. Segundo ele, “o café amazônico não traz apenas qualidade, mas uma história de dedicação e sustentabilidade que pode sensibilizar consumidores exigentes na Europa”.

A visita faz parte da estratégia de internacionalização dos robustas amazônicos, que já acumulam reconhecimento técnico no Brasil e agora avançam para conquistar paladares internacionais. Mais do que abrir mercado, a agenda em Milão sinaliza que o Acre, tradicionalmente associado a produtos extrativistas, começa a se reposicionar também como referência na cafeicultura sustentável da Amazônia.
