Levantamento mostra redução de até 16% em produtos essenciais, enquanto outros alimentos continuam pressionando o orçamento das famílias acreanas
Nem tudo ficou mais caro na mesa dos acreanos. Produtos como óleo de soja, café e açúcar registraram quedas expressivas de preço ao longo de 2026 em Rio Branco. O problema é que a economia em alguns itens não foi suficiente para compensar os aumentos de outros alimentos, especialmente daqueles que têm maior peso nas despesas das famílias.
De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o óleo de soja apresentou a maior redução entre dezembro de 2025 e agosto deste ano, com queda de 16,48%. O café em pó ficou 16,05% mais barato, seguido pelo açúcar cristal, com redução de 16,03%, e pela manteiga, que recuou 2,33%.
Na prática, essas reduções representam algum alívio na hora das compras, principalmente porque café, óleo e açúcar fazem parte da rotina alimentar de muitas famílias. Mas o comportamento dos preços não foi o mesmo em todas as prateleiras. Enquanto quatro produtos ficaram mais baratos, outros oito apresentaram aumento no mesmo período.
O feijão carioca liderou as altas, com aumento acumulado de 35,32%. A carne bovina de primeira subiu 11,06%, enquanto o leite integral ficou 8,86% mais caro. Também foram registrados aumentos nos preços do arroz, da farinha de mandioca, do tomate, do pão francês e da banana.
Essa diferença ajuda a explicar por que o consumidor nem sempre percebe uma melhora no orçamento, mesmo quando encontra determinados produtos mais baratos. A redução no preço de um pacote de café ou de uma embalagem de óleo pode acabar sendo absorvida pelo aumento de alimentos consumidos diariamente, como carne, feijão e leite.
O levantamento mais recente, referente a setembro, mostra que a cesta básica voltou a subir em Rio Branco, chegando a R$ 678,35, após custar R$ 659,66 em agosto. O resultado reforça que, apesar das reduções acumuladas em alguns produtos ao longo do ano, o custo da alimentação continua sendo um desafio para quem precisa equilibrar as compras do mês com as demais despesas da casa.
