Foto: CBMAC
As buscas por um menino de 4 anos desaparecido após o naufrágio de uma embarcação no Rio Purus entram no quarto dia nesta segunda-feira (20), no município de Santa Rosa do Purus, no interior do estado. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Acre seguem mobilizadas na tentativa de localizar a criança, desaparecida desde a madrugada da última sexta-feira (17).
De acordo com a corporação, os trabalhos começaram ainda no dia do acidente e já somam cerca de 72 horas ininterruptas. A previsão é que as operações sejam encerradas nesta terça-feira (21), caso não haja novos indícios que justifiquem a continuidade das buscas.
O acidente ocorreu por volta das 3h, quando a embarcação, que estava ancorada às margens do rio, se soltou e acabou afundando após derivar pela correnteza. Até o momento, foram encontrados apenas objetos pessoais, entre eles a rede onde a criança dormia, ainda presa à estrutura do barco.
Uma equipe composta por nove bombeiros atua na região. Segundo o sargento Jorgeano Cândido da Conceição, nesta fase da operação as buscas estão concentradas na superfície do rio, sem descartar varreduras submersas.
“O trabalho agora é mais superficial, mas seguimos descendo em pontos estratégicos. Existe a expectativa de que o corpo possa emergir, considerando o tempo decorrido desde o acidente”, explicou o militar.
As equipes ampliaram o perímetro de buscas para até 30 quilômetros a partir do local do naufrágio. Um dos pontos onde foram localizados pertences da vítima fica a aproximadamente 32 quilômetros da área inicial do acidente, o que indica a força da correnteza.
Para auxiliar na operação, os bombeiros utilizam uma ferramenta conhecida como “garateia”, semelhante a uma âncora, que permite vasculhar o leito do rio. Quando o equipamento se prende a algum objeto, mergulhadores são acionados para verificar o material encontrado.
“Realizamos lançamentos em linha e, ao identificar qualquer resistência, fazemos o mergulho para checagem. Até agora, localizamos apenas estruturas e objetos, mas não a criança”, acrescentou o sargento.
Segundo relatos repassados à equipe de resgate, a família dormia às margens do rio no momento do incidente. A criança estava deitada em uma rede, enrolada em uma coberta, dentro da embarcação, e não houve tempo para retirá-la antes que o barco afundasse.
As circunstâncias que levaram o barco a se desprender da margem ainda são desconhecidas. De acordo com os bombeiros, não há confirmação sobre o que provocou o deslocamento da embarcação antes do naufrágio.
