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O governo brasileiro prepara um estudo de viabilidade para incluir o açúcar na lista de produtos isentos de tarifas no comércio entre os países do Mercosul. A iniciativa, conduzida pelo Itamaraty, busca avançar uma pauta antiga do Brasil dentro do bloco econômico e poderá ganhar força até o fim deste ano.
Segundo o embaixador Francisco Cannabrava, diretor do Departamento de Mercosul do Ministério das Relações Exteriores, o estudo será elaborado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo é demonstrar aos demais países membros que a medida pode ser positiva para toda a região.
“Estamos trabalhando em um estudo de viabilidade da inclusão do açúcar [na isenção]. O BID vai realizar um trabalho para mostrar a viabilidade dessa proposta”, explicou Cannabrava durante o 1º Fórum Empresarial Agrícola do Mercosul, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.
Atualmente, a maior parte dos produtos comercializados entre os países do Mercosul é isenta da Tarifa Externa Comum (TEC). No entanto, dois setores continuam fora desse benefício: o automotivo e o de açúcar. O Brasil, que assumiu a Presidência Pro Tempore do Mercosul em julho, pretende retomar o debate para tentar alterar esse cenário.
De acordo com o diplomata, o governo brasileiro reconhece as dificuldades de negociação, já que alguns países do bloco não possuem a mesma competitividade na produção do adoçante. “Compreendemos as sensibilidades envolvidas. O que buscamos é uma solução que beneficie todos, olhando para toda a cadeia produtiva, tanto a montante quanto a jusante”, afirmou.
A proposta é vista como estratégica para ampliar a integração comercial e fortalecer o papel do Brasil como líder regional na produção de açúcar e derivados, setor em que o país é um dos maiores exportadores do mundo.
