Foto: Ricardo Stuckert/PR
Durante visita oficial à Indonésia nesta quinta-feira, 23, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente indonésio, Prabowo Subianto, assinaram uma série de acordos e memorandos de cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energia, defesa, comércio, educação e tecnologia. A cerimônia aconteceu na capital, Jacarta, e marcou o fortalecimento das relações entre os dois países que integram o G20 e o Brics.
Lula destacou que Brasil e Indonésia compartilham valores e visões semelhantes sobre temas globais, como o conflito em Gaza, a necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU e o fortalecimento do sul global como bloco de voz ativa nas decisões econômicas e políticas internacionais.
Nos últimos 20 anos, o comércio entre as duas nações triplicou, passando de US$ 2 bilhões para US$ 6,5 bilhões. Mesmo assim, Lula classificou o volume atual como “baixo” diante do potencial conjunto de um mercado com quase meio bilhão de pessoas. O objetivo é elevar esse patamar a US$ 20 bilhões nos próximos anos, conforme projeção do presidente indonésio.

“Queremos uma relação comercial em que ambos ganhem, baseada em diálogo e respeito mútuo”, afirmou Lula. Ele também defendeu a possibilidade de que as transações entre os dois países sejam feitas em moedas próprias, sem depender do dólar, como forma de ampliar a autonomia econômica.
O presidente brasileiro voltou a criticar o protecionismo internacional e reforçou sua defesa por um comércio mais democrático e multilateral, com foco em geração de emprego e redução da pobreza. “O século XXI exige coragem para mudar a forma de agir. Brasil e Indonésia querem comércio livre e justo”, declarou.

No campo da defesa, Lula destacou o interesse do Brasil em colaborar com a indústria militar da Indonésia, especialmente nas demandas da Força Aérea local. Já na área de energia e mineração, os dois governos firmaram memorandos para cooperação na gestão de minerais estratégicos, essenciais para a transição energética global.
O presidente indonésio, por sua vez, anunciou que o português será incluído entre as línguas prioritárias do sistema educacional de seu país, como gesto simbólico para “cultivar uma relação duradoura”.

Ao final do encontro, os dois líderes reforçaram a parceria no Brics e no G20, ressaltando que o desenvolvimento sustentável e o combate à fome devem ser pilares de uma nova ordem internacional baseada em cooperação, igualdade e soberania entre as nações. (Com informações da Agência Brasil)
