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O Brasil e a Bolívia reforçaram a intenção de ampliar a cooperação econômica e comercial entre os dois países, em encontro bilateral realizado no Palácio do Planalto e no Itamaraty. Entre os temas tratados estão o aumento da exportação de gás natural, parcerias em turismo e estratégias de combate a crimes transnacionais que afetam o comércio e a produção regional.
A Bolívia é atualmente o maior fornecedor de gás natural para o Brasil, e os governos discutiram a possibilidade de ampliar o volume exportado, aproveitando o gasoduto Brasil-Bolívia para integrar mais amplamente os mercados de energia do Cone Sul. Especialistas apontam que esse movimento pode ter impacto direto em indústrias que dependem do gás natural como insumo ou combustível, além de garantir maior segurança energética diante de instabilidades globais.
Além do setor energético, o comércio bilateral apresenta potencial de crescimento significativo. Dados históricos mostram que, em 2013, o intercâmbio comercial entre os dois países chegou a US$ 5,5 bilhões, mas caiu para US$ 2,6 bilhões no último ano. A proximidade geográfica, com mais de 3,4 mil quilômetros de fronteira nos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é apontada como oportunidade para ampliar exportações e importar insumos essenciais para setores produtivos brasileiros.
Parcerias em turismo, logística e combate ao crime organizado também foram abordadas. A intenção é facilitar o transporte de mercadorias e pessoas, reduzir entraves comerciais e combater práticas ilegais como contrabando, mineração ilegal e tráfico de drogas, que impactam diretamente a produção e o comércio na região de fronteira.
O encontro reforça a importância de uma integração econômica regional, que, segundo analistas, pode contribuir para maior competitividade e resiliência das cadeias produtivas do Brasil e da Bolívia, especialmente em setores estratégicos como energia, agroindústria e turismo.
