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A abertura de um novo mercado para a carne bovina brasileira colocou o país diante de um marco histórico: são agora 500 acessos sanitários conquistados desde 2023, resultado de uma estratégia diplomática e comercial que tem ampliado a presença do agro brasileiro no mundo. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 9, pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores.
A Guatemala é o destino mais recente a autorizar a entrada da carne bovina do Brasil. A decisão abre espaço em um mercado considerado estratégico na América Central, com cerca de 18 milhões de habitantes e forte demanda por proteína animal. Somente em 2024, o país importou 8,6% da carne que consumiu, movimentando aproximadamente US$ 155,6 milhões.
Para o governo brasileiro, a liberação representa mais do que um resultado comercial: é a validação do padrão sanitário nacional. Ao comentar o novo acordo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, lembrou que a meta inicial era abrir 200 mercados até 2023 — objetivo superado em três vezes. “Chegar a 500 mostra o esforço de toda a equipe e a confiança que os países têm no Brasil”, afirmou.
Os cortes congelados devem ser o principal produto brasileiro a ganhar espaço na Guatemala, já que representam mais de 70% das importações locais dessa proteína. Hoje, os embarques do agro brasileiro para o país — sobretudo de cereais — somam US$ 192 milhões entre janeiro e outubro.
A conquista será celebrada oficialmente no dia 15 de dezembro, durante a inauguração da nova sede da ApexBrasil, em Brasília. O presidente da agência, Jorge Viana, e o ministro Fávaro confirmaram que o evento deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o agronegócio brasileiro, o novo avanço reforça a posição do país como um dos maiores fornecedores globais de alimentos. Para Acre e Amazônia, regiões que buscam ampliar sua participação no comércio internacional, o movimento abre uma janela de oportunidades que tende a se expandir nos próximos anos.
