Rio Branco, Acre - sábado, 02 maio, 2026

“Bomba fiscal para as próximas gerações”, diz Éber sobre pedidos de empréstimos da prefeitura

Foto reprodução

O vereador Éber Machado (MDB) subiu o tom durante sessão na Câmara de Rio Branco na terça-feira, 20, ao criticar duramente a gestão do prefeito Tião Bocalom (PL) e denunciar o que chamou de “irresponsabilidade fiscal” com a contratação de novos empréstimos pelo Executivo Municipal.

Segundo Éber, a prefeitura já perdeu mais de R$ 10 milhões em recursos que poderiam ter sido investidos no município entre 2022 e 2024 por má gestão e falta de planejamento. O parlamentar também relembrou o empréstimo anterior de R$ 140 milhões, conhecido como “Asfalta Rio Branco”, e classificou a execução do projeto como “ineficiente e eleitoreira”. “Foi um projeto eleitoreiro. O prefeito disse que as ruas seriam de ouro. Onde estão essas obras? Esse dinheiro virou fumaça”, afirmou.

Para o vereador, o município tem sobrevivido por meio de endividamentos sucessivos, sem entregar soluções estruturais à população. Ele também acusou a Prefeitura de empurrar a conta para os próximos gestores e para as futuras gerações. “Esse novo empréstimo é uma bomba fiscal. O prefeito vai embora em 2025 e deixa a dívida. Quem vai pagar é quem nem nasceu ainda”, disparou.

Um dos pontos mais críticos do discurso foi voltado ao transporte público. Éber afirmou que a gestão municipal já repassou quase R$ 100 milhões à empresa que opera o sistema emergencialmente, sem que esta tenha um único ônibus de propriedade.

“É muito fácil: a empresa chega, não compra nenhum ônibus, recebe milhões em contratos emergenciais e a Prefeitura ainda se presta a justificar isso. Isso é passível até de impeachment”, declarou, acrescentando que a tarifa real por passageiro, somando subsídio e valor pago, supera R$ 7.

O vereador também contestou o argumento de que a prefeitura teria obrigação de adquirir ônibus. O parlamentar ressalta que, a responsabilidade é da empresa vencedora da licitação — que, segundo ele, sequer foi devidamente executada. “A obrigação era garantir uma licitação séria, com empresa responsável. Não comprar ônibus com dinheiro público”, finalizou.

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