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O mercado agropecuário no Acre apresentou movimentações distintas nas cotações mais recentes, com valorização no preço do boi gordo e recuo nos principais grãos comercializados no estado. Os dados refletem um cenário de ajustes que impacta diretamente produtores, pecuaristas e toda a cadeia do agronegócio local.
A arroba do boi gordo à vista subiu e passou a ser negociada a R$ 320, enquanto o chamado “boi China”, voltado ao mercado externo, atingiu R$ 340, também em alta. O movimento acompanha uma demanda mais aquecida pela carne bovina, especialmente no mercado internacional. Em contrapartida, outras categorias apresentaram desvalorização: a vaca gorda caiu para R$ 295 e a novilha gorda para R$ 305, evidenciando um comportamento mais seletivo nas negociações.
Na reposição de rebanho, os preços seguem firmes. O bezerro macho de 7 arrobas foi cotado a R$ 2.650, enquanto a fêmea de 6 arrobas chegou a R$ 1.850, ambos em alta. O avanço indica maior procura por animais jovens, o que pode sinalizar expectativa positiva do pecuarista em relação ao mercado futuro da carne.
Já no segmento de grãos, o cenário é de retração. O milho, vendido em saca de 60 quilos, recuou para R$ 63, enquanto a soja caiu para R$ 128. A queda está alinhada a um contexto mais amplo de pressão sobre commodities agrícolas, influenciado por fatores como aumento da oferta e variações no mercado internacional.
Outro ponto que chama atenção é a cotação do dólar comercial, que fechou em R$ 5,04, também em queda. A desvalorização da moeda norte-americana pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras, especialmente no setor de proteína animal.
A relação de troca — indicador que mede o poder de compra do pecuarista — está em 9,3 arrobas de boi gordo para a aquisição de um bezerro. O número mostra um cenário ainda equilibrado, mas que exige atenção diante das oscilações recentes do mercado.
O comportamento das cotações reforça a necessidade de acompanhamento constante por parte dos produtores, já que as variações impactam diretamente decisões estratégicas, como venda, compra e investimento na atividade rural.
