Bocalom abre 17ª Feira do Peixe e anuncia retomada de viveiros abandonados

Foto Rede social

A movimentação começou cedo na Central de Abastecimento de Rio Branco (Ceasa), na quarta-feira, 16, com a abertura oficial da 17ª Feira do Peixe, tradicional evento da Semana Santa que promete movimentar mais de 20 mil consumidores em três dias de comercialização direta entre produtores e o público.

A feira segue até o dia 18 de abril, com pontos de venda também em outros quatro bairros da capital: Panorama, Elias Mansour, Estação Experimental e Rui Lino. Em clima de otimismo, produtores locais expõem diferentes espécies de peixe cultivadas no próprio estado — uma estratégia da Prefeitura para reduzir a dependência de fornecedores externos.

Foco na produção local e reativação de viveiros

Durante a abertura, o prefeito Tião Bocalom (PL) reforçou o compromisso da gestão com o fortalecimento da piscicultura acreana. Ele afirmou que uma das prioridades será reativar viveiros abandonados em gestões passadas, visando aumentar a produção e garantir maior autonomia ao mercado local.

“Pode esperar que essa feira, se Deus quiser, será melhor que a do ano passado. […] A expectativa é que seja produzido mais, vendido mais peixe. […] Todos diretamente do nosso produtor”, declarou Bocalom.

O chefe do Executivo municipal lembrou ainda que, em 2024, foram comercializadas mais de 150 toneladas de peixe durante a feira, número que a organização pretende superar nesta edição.

Panorama da piscicultura no Acre

O Acre possui grande potencial hídrico e climático para a piscicultura, com destaque para o cultivo de espécies como tambaqui, pintado, pirarucu e curimatã. Segundo dados da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa), o estado produziu cerca de 8 mil toneladas de peixe em 2023, com destaque para os polos de Acrelândia, Senador Guiomard e Plácido de Castro.

Apesar do crescimento da atividade, mais de 60% do peixe consumido na capital ainda vem de Rondônia, o que reforça o desafio da gestão municipal em revitalizar viveiros, capacitar produtores e ampliar o escoamento interno da produção.

A feira, além de fomentar a economia local, é uma oportunidade para a população adquirir peixe fresco, de qualidade, a preços mais acessíveis. A expectativa, segundo a Prefeitura, é de que a edição de 2025 ultrapasse todas as anteriores em volume de vendas e engajamento popular.

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