Rio Branco, Acre - domingo, 06 setembro, 2026

Black Eyed Peas enfileira hits, lança música com Papatinho e faz festa anos 2010 no Rock in Rio

Black Eyed Peas enfileira hits, lança música com Papatinho e faz festa anos 2010 no Rock in Rio

Papatinho participa do show do Black Eyed Peas no Rock in Rio 2026
O Black Eyed Peas fez um show alto-astral, levemente caótico, e deixou o Rock in Rio 2026 com cara de festa nostálgica neste domingo (6).
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Na última vez que o grupo veio ao festival, em 2019, tentou compensar a maior mudança em sua história – a saída de Fergie, oficializada em 2017 – tirando vários coelhos da cartola: de Will.I.Am na tirolesa à participação de Anitta.
Desta vez, não precisou de mais que os dois sucessos (apropriadamente, “Let’s Get It Started” e “Boom Boom Pow”) para inaugurar a festa e fazer o público relevar qualquer ausência.
Black Eyed Peas se apresenta no Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
Rolou até participação do produtor Papatinho: ele soltou um “Rap da Felicidade” e, em seguida, eles anunciaram o lancamento de uma nova música, “”We live up in here”. Isso com direito a clipe de IA exibido no telão.
Ao longo do show, claro, rolaram as dúvidas “por onde anda Fergie”, “por que ela saiu” e “será que ela volta” entre a galera. A “sombra” de Fergie nunca foi totalmente deixada para trás: era sua voz distinta nos refrãos que marcaram novelas, festas e adolescências no Brasil, dos anos 2000 em diante.
Mas o grupo já aprendeu a se virar e reconquistar quaisquer fãs saudosos da vocalista. Ao vivo, conta com a filipina J. Rey Soul, que cumpre bem as partes femininas de “Don’t Lie” e “Dirty Bit”. Ela sabe que nem todo mundo a conhece, então precisou se apresentar.
Vale dizer, no entanto, que Soul não é parte oficial do grupo. Para todos os efeitos, o Black Eyed Peas é oficialmente um trio (uma sopa de letrinhas, na verdade), com Will.I.Am, Taboo e Apl.de.Ap.
Black Eyed Peas canta ‘Mas Que Nada’ durante show no Palco Mundo
Cada um tem seu momento de brilhar, num segmento que deu uma esfriada no show. Exceto pela parte Will.I.Am: o produtor trouxe seus hits com Justin Bieber (“That Power”) e Britney Spears (“Scream and Shout”) pra dar uma ostentada.
De volta ao seu escalão considerável de sucessos, com Fergie ou J. Rey, dificilmente o grupo encontraria um publico desanimado. O Black Eyed Peas é um fenômeno no Brasil, a ponto de fãs fantasiarem sobre um possível megashow deles em Copacabana.
Esse amor foi recíproco algumas vezes: neste show, Will.I.Am chegou a citar Belo Horizonte, Recife, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Manaus. Em outro momento, falou de Sergio Mendes, que morreu em 2024.
Mendes era um diplomata do samba e da bossa, levando a palavra do suíngue brasileiro à música internacional. E foi com ele que o grupo assinou “Mas Que Nada”, versão da música de Jorge Ben.
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Nesta noite, Mendes ganhou a homenagem que lhe era devida. “Eu cresci ouvindo e ele me apresentou à música brasileira, a Jorge Ben Jor, Tom Jobim, Gilberto Gil…. e nunca teria descoberto sem ele. Descanse em paz, meu heroi Sergio Mendes”, disse Will.I.Amp, antes de cantar “Mas Que Nada”.
Com uma sequência matadora, que incluiu “Pump It” (em um arranjo mais eletrônico, que desembocou em “Seven Nation Army”), “Where Is The Love e “I Gotta Feeling” para encerrar, foi o show que mais fez o público pular e cantar nesta noite.
Tudo meio farofa, meio anos 2010. As músicas do Black Eyed Peas não são exatamente atemporais, mas fazem a gente voltar no tempo com eles. Deu até vontade de usar calça skinny.
Black Eyed Peas se apresenta no Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1

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