Beneficiamento de café deve ampliar renda de 400 famílias produtoras

Foto: Internet 

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O café produzido no Baixo Acre sempre teve qualidade reconhecida, mas parte do valor ficava pelo caminho. Vendido ainda “em coco”, sem beneficiamento, o produto saía das propriedades com preço menor e custo alto de transporte, reduzindo a margem de cerca de 400 famílias produtoras da região.

A assinatura do convênio de R$ 14,7 milhões para implantação de duas fábricas de beneficiamento, em Capixaba e Acrelândia, pode mudar esse cenário. A proposta é que o café passe a ser seco, descascado e classificado nas próprias cidades, agregando valor antes mesmo de sair da região.

A nova estrutura deve reduzir perdas, diminuir despesas com frete e permitir que o produtor comercialize um produto já beneficiado, com melhor preço de mercado. Técnicos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e representantes da Cooperacre já iniciaram visitas aos terrenos onde os complexos serão construídos.

O investimento soma recursos federais e da cooperativa e tem prazo estimado de dois anos para conclusão das obras. A expectativa é repetir no Baixo Acre o modelo já aplicado no Vale do Juruá, onde o beneficiamento local ampliou os ganhos dos produtores.

Se o projeto cumprir o que promete, o impacto vai além da indústria: pode significar mais renda circulando nas comunidades e maior protagonismo do Café Robusta Amazônico na economia regional

 

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