Rio Branco, Acre - domingo, 06 setembro, 2026

Avenged Sevenfold estranha ‘educação’ do público ao mesclar novidades com hits em 2ª vez como headliner

Avenged Sevenfold estranha ‘educação’ do público ao mesclar novidades com hits em 2ª vez como headliner

Avenged Sevenfold canta ‘Hail to the King’ no Palco Mundo do Rock in Rio
Em sua segunda vez como headliner do Rock in Rio, o Avenged Sevenfold chegou 30 minutos atrasado – sem explicações –, e teve uma recepção mais morna que de costume.
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Até o vocalista M. Shadows estranhou. “Vocês estão tão educados hoje. É a chuva?”.
Quando o grupo estreou como headliner em 2024, a pressão era grande. Não era só a primeira vez como atração principal neste festival mítico do rock, como o grupo não vinha há dez anos.
Mas o show deu certo e os fãs responderam fervorosamente. A ocasião marcou um “revival” da relação com os brasileiros e, com isso, o Avenged já faz sua terceira vinda em dois anos.
Avenged Sevenfold durante show no Rock in Rio 2026
Leo Franco / AgNews
Talvez essas vindas tenham cobrado seu preço: nesta noite, o show foi esfriando e, em comparação com outras atrações do dia, teve resposta muito menos enérgica.
Lá fora, o grupo não chega a encher estádios, mas cultivar um relacionamento com o Brasil compensa. A última vez que o Avenged veio ao país foi em janeiro e, mesmo assim, reuniu uma multidão nesta noite.
Só que, desta vez, a setlist deixou a recepção oscilante. O grupo arrancou gritos quando tocou sucessos como “Nightmare”, “Afterlife” e, claro, “Seize The Day”, que não entrou para o último Rock in Rio.
Mas essa energia não durou muito tempo. Quando M. Shadows arriscou cantar novas, como “Nobody” e “Magic”, teve pouquíssima resposta.
Avenged Sevenfold durante show no Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
Não ajuda que as novidades sejam tão diferentes: o repertório do grupo já é bastante variado, do rock alternativo ao metal progressivo, e ainda ganhou adesões com vocoder e influências eletrônicas nos últimos anos.
Ao todo, foi um show um pouco anticlimático, um degrau abaixo do frenesi que marcou a estreia como headliner em 2024.
Resta saber se o Avenged Sevenfold vai dar um tempo no relacionamento recém-reatado com o Brasil ou se insistirá em uma quarta vinda — e se o público, dessa vez, vai continuar tão “educado”.

Arte/g1

Fonte: G1

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